quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

PARABÉNS, GOVERNADOR!

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Senna em Magny-Cours, 1991 (foto: Flavio Gomes)
SÃO PAULO – Parabéns, governador Marconi Perillo!
Não tenho como encontrar palavras para elogiar sua linda atitude!
O Autódromo Internacional Ayrton Senna finalmente será rebatizado!
Muito obrigado!
A partir de agora, vai se chamar Autódromo Internacional Governador Ary Valadão!
Muito obrigado, governador!
Afinal, por que dar o nome de Ayrton Senna a um autódromo? O que fez esse rapaz pelo Brasil e pela história do automobilismo nacional?
Nada! Só três títulos mundiais, 41 vitórias, trocentas poles! E o que é isso diante das façanhas do nosso querido Ary Valadão?
Parabéns, governador!
Finalmente se faz justiça a Valadão, esta figura tão importante no cenário nacional, essencial para que nossa história nas pistas fosse rão rica!
Parabéns, governador! Esse tal de Ayrton Senna nada mais era do que… um pilotinho inexpressivo, ora bolas! Quem é esse moço na linha do tempo? O que fez para merecer a honra de ter seu nome ligado ao nosso glorioso autódromo?
Valadão, por sua vez, encheu nossa pátria de orgulho, ergueu nossa bandeira ao mundo, é idolatrado e amado por todo o planeta!
Parabéns, governador!
Finalmente temos um autódromo batizado com o nome de alguém à altura da história. Melhor: da História, com H maiúsculo!
Parabéns, governador!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Após oito dias de treinos, vantagem da Mercedes chama a atenção

Depois de oito dias de treinos, quatro em Jerez de la Frontera e outros quatro no Circuito da Catalunha, em Barcelona, estes encerrados neste domingo, já emergiram elementos que permitem supor, com alguma base, embora sem nenhuma certeza, qual o estágio de cada equipe nessa fase da preparação para o campeonato que irá começar dia 15 de março, na Austrália.

Ainda haverá uma última sessão de testes, de quinta-feira a domingo, no mesmo Circuito da Catalunha, e vários times vão introduzir nos seus carros importantes modificações, concebidas a partir dos ensinamentos das experiências iniciais com seus modelos novos. Mais: no próprio GP da Austrália, mais uma vez os carros se apresentarão diferentes, com novos componentes. Assim, o desempenho de um monoposto pode, facilmente, ser redimensionado com esses avanços que com regularidade lhe serão incorporados até a prova de Melbourne.

Mas se há algo já possível de se dizer a respeito da ordem de forças da F-1 é: o modelo W06 da Mercedes, do campeão do mundo, Lewis Hamilton, e do vice, Nico Rosberg, não terá adversários no início da temporada, ao menos em condições normais. Ainda que os treinos sejam apenas indicativos, nem sempre seguros do que vai acontecer na competição, um dado sugere ser não apenas revelador, mas conclusivo a respeito da maior velocidade, constância e até confiabilidade do W06 da Mercedes.
Os pilotos mais rápidos dos testes de Barcelona da Fórmula 1 (Foto: Divulgação)


Vale a pena acompanhar em detalhes o verificado neste domingo na pista catalã e que serviu para, mais uma vez, ratificar a condição de franco favoritismo da Mercedes no começo do Mundial: enquanto o francês Romain Grosjean, com Lotus E23-Mercedes, recorreu aos novos pneus supermacios da Pirelli, mais aderentes, para estabelecer o melhor tempo do dia e de todo o período em Barcelona, 1min24s067, Nico Rosberg com o carro alemão e pneus médios novos fez 1min24s321, ou seja, foi apenas 254 milésimos mais lento.

Na sequência, Rosberg prosseguiu na pista, completou mais cinco voltas, o que provou não estar tão leve, havia mais gasolina no tanque que a necessária apenas para a volta lançada. Já Grosjean registrou seu tempo e regressou aos boxes, muito provavelmente por dispor de combustível somente para aquela volta.

Para entender a influência da maior massa de gasolina na Mercedes de Rosberg, no traçado espanhol de 4.655 metros a cada 10 quilos de gasolina o piloto perde três décimos de segundo no tempo de volta. Para completar as cinco voltas depois de ter estabelecido o seu tempo com os pneus médios, mais a volta de regresso aos boxes, a Mercedes de Rosberg consumiu 10,2 quilos de gasolina, pois a cada volta nesse circuito os carros gastam, em média, 1,7 quilos de gasolina.
Nico Rosberg deu mostra do poderio da Mercedes ao fazer segundo melhor tempo com pneus médios (Foto: Getty Images)Rosberg deu mostra do poderio da Mercedes ao fazer segundo melhor tempo com pneus médios (Foto: Getty Images)

Portanto, essa massa extra roubou da Mercedes cerca de três décimos de segundo, mais ou menos a diferença em favor de Grosjean. Em outras palavras, o tempo do piloto da Lotus com pneu supermacio e o da Mercedes, com médio, foram praticamente os mesmos, descontado o atenuante do combustível a mais de Rosberg.

É possível ir adiante para explicar a vantagem da Mercedes. Entre o pneu supermacio usado por Grosjean e o médio de Rosberg ainda há o macio. O piloto da Mercedes nem mesmo teve de recorrer ao macio para ficar perto do francês da Lotus. Considerando-se que a melhora do pneu médio para o macio foi, em Barcelona, na média, um segundo, e do macio para o supermacio também ficou na casa de um segundo, faz sentido a análise de que Rosberg, na mesma condição da Lotus, simulando uma classificação, seria algo como pelo menos dois segundos mais veloz.

E tanto Lotus quanto Mercedes competem com a mesma unidade motriz da Mercedes. Esses dados todos deixam claro que a superioridade técnica do modelo W06 decorre da supereficiência da unidade motriz alemã, como todos reconhecem, mas também muito em função do rápido e equilibrado chassi usado por Hamilton e Rosberg.
Quilometragem por equipe - testes de Barcelona da Fórmula 1 (Foto: Divulgação)

Maior vantagem é no ritmo de corrida

Há muitos fatores, claro, que interferem na definição do tempo de volta. Mas neste domingo, no Circuito da Catalunha, pela primeira vez emergiu um pouco do verdadeiro potencial da Mercedes, ao menos quanto à velocidade do modelo W06. Até agora, mesmo tendo acumulado 4.360,8 quilômetros, 2.076,0 em Barcelona e 2.284,8 em Jerez de la Frontera, a Mercedes ainda não colocou no seu carro, em nenhum momento, os pneus macios. Nos oito dias de testes Hamilton e Rosberg estiveram sempre com os pneus duros ou no máximo médios.

Adrian Newey, consultor da RBR, está impressionado com a vantagem da Mercedes. Ele comentou que a velocidade numa volta lançada é um dos pontos fortes da equipe alemã, mas depois de acompanhar as simulações de corrida do modelo W06, em Jerez e no Circuito da Catalunha, não se conteve.
- Eles estão muito à frente de todos. É na condição (de corrida) que eles parecem ser muito superiores - espantou-se.

O fato de Rosberg ter ficado a apenas 254 milésimos de segundo de Grosjean, com pneus médios e mais gasolina no tanque, enquanto o piloto da Lotus tinha os supermacios e quase nenhum combustível, apesar de inquietante para os adversários, é menos preocupante que a análise dos tempos de volta quando Hamilton e Rosberg completam séries de 18 a 22 voltas seguidas.

Nessa condição, quase todos os pilotos deixam os boxes com cerca 50 ou 60 quilos de gasolina. Há certa semelhança na condição geral. E a comparação do que registram os pilotos da Mercedes com todos os demais evidencia, de maneira conclusiva, como o modelo W06 é muito mais rápido, além de perder menos performance com o desgaste dos pneus.

E até o problema que parecia ser o seu calcanhar de Aquiles em 2014, a confiabilidade, dá indícios de ter sido resolvido. Os milhares de quilômetros percorridos por Hamilton e Rosberg em Jerez e em Barcelona, sem maiores dificuldades técnicas, atestam sua evolução no aspecto resistência.

Quem mais se aproximou da Mercedes em quilometragem acumulada até agora foi a STR, com 3.476,1 quilômetros. A Williams teve 3.125,3 a Ferrari, 3.150,9 e a RBR, 2.680,7.
Quilometragem por equipe - testes de Jerez + Barcelona da Fórmula 1 (Foto: Divulgação)




segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Lotus apresentou E23 Hybrid para 2015

De forma algo inesperada, a Lotus apresentou o seu monolugar para 2015, o E23 Hybrid, primeiro da equipa a contar com unidade motriz Mercedes. Ao contrário do que se chegou a pensar, a cor não mudou radicalmente – a base preta com detalhes dourados e vermelhos mantém-se – mas com a Genni a ganhar um novo destaque na tampa do motor e a Microsoft Dynamics a substituir a Rexona antes das rodas dianteiras, que tal como as traseiras surgem com jantes totalmente douradas.
Ao nível de desenho, o ‘garfo’ dianteiro desapareceu para dar lugar a um ‘bico’ mais convencional, sem a saliência apresentada por Force India e Williams. Nick Chester, diretor técnico da Lotus, referiu que “efetuámos um grande progresso no túnel de vento em áreas como a montagem e o arrefecimento. Esperamos que o E23 tenham um desempenho muito melhor do que o seu antecessor. Em termos de suspensões, o desenho é específico para as regras atualizadas, por isso não tentámos evoluir um sistema originalmente tencionado para trabalhar de forma diferente”.
Já Matthew Carter, diretor executivo da formação de Enstone, acrescentou que “melhoramentos nos nossos departamentos de desenho, aerodinâmica e simulação contribuíram para o desenvolvimento de um monolugar que é um enorme passo em frente. Como equipa estamos confiantes que o novo monolugar irá permitir dar um enorme salto em frente e estamos totalmente optimistas para a nova época. Estamos preparados para regressar ao nosso lugar por direito no topo do desporto”.



Fonte: 
http://autosport.pt/lotus-apresentou-e23-hybrid-para-2015=f130514#ixzz3PwZX4haN

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Apresentação de carros F1 - Temporada 2015

Sahara Force India F1 Team - 21 de janeiro
McLaren Honda - 29 de janeiro
Scuderia Ferrari - 30 de janeiro
Lotus F1 Team - a definir
Mercedes AMG Petronas F1 Team - a definir
Infiniti Red Bull Racing - a definir
Sauber F1 Team - a definir
Scuderia Toro Rosso - a definir
Williams Martini Racing - a definir
CF1 Caterham F1 Team - a confirmar participação
Manor F1 Team - a confirmar participação
OBS1: Ao que tudo indica, as outras equipes podem optar por apresentar seus carros somente na pré-temporada.
01/02 a 04/02: Circuito Permanente de Jerez, Espanha
19/02 a 22/02: Circuit de Barcelona-Catalunya, Espanha
26/02 a 01/03: Circuit de Barcelona-Catalunya, Espanha

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Análise: Por que Massa melhorou na segunda parte da temporada 2014?

Em três das últimas cinco temporadas, Felipe Massa apresentou um desempenho muito superior nas provas da segunda parte do ano. As explicações para o crescimento são diferentes em cada um dos anos. Em 2014, por exemplo, bastou ele se livrar dos acidentes para triplicar seu aproveitamento
Três pódios, muita festa no Brasil e a luta pela vitória no GP de Abu Dhabi: Felipe Massa terminou a temporada 2014 do Mundial de F1 em alta, e fazer uma segunda metade de campeonato bem melhor que a primeira não é exatamente uma novidade na carreira do piloto brasileiro. Nas últimas cinco temporadas, ele cresceu na segunda parte do ano em três — 2010, 2012 e 2014 —, sendo que essa ascensão foi vertiginosa em 2012 e 2014. 
As explicações são distintas.
Existe uma diferença grande entre o que Massa fez em 2012, ainda com a Ferrari, e o que fez em 2014, no primeiro ano com a Williams. Ao mesmo tempo, é simples: em um desses anos, ele se comportou como piloto top de linha.
Felipe Massa terminou a temporada 2014 com moral (Foto: Getty Images)
Há dois anos, o pior Massa se apresentou durante seis meses. Por todo o primeiro semestre, ele foi muito mal. O carro era péssimo, mas Fernando Alonso ia dando conta de extrair bons resultados e até mesmo duas vitórias enquanto ele somara somente 23 pontos. Quanto a Massa, Luca di Montezemolo chegou a dar um ultimato. Demorou para que ele colocasse a cabeça no lugar, o que ocorreu no GP da Inglaterra, e a partir de então ele engrenou. Ficou fora dos pontos na Alemanha, mas pontuou em todas as dez últimas provas e quebrou o jejum de dois anos sem pódios para fechar o ano com dois troféus e 122 pontos chorando no pódio do GP do Brasil. O Felipe do início daquele campeonato se assemelhava bastante ao Kimi Räikkönen de todo o ano de 2014: arrastava-se pela pista sem ser capaz de apresentar um desempenho constante e competitivo. Uma espiral negativa sem fim. Lento, pontuou apenas quatro em dez oportunidades mesmo vendo a bandeirada nove vezes, e estava fora do top-10 na prova em que abandonou.O que aconteceu no campeonato que terminou em 23 de novembro, em Abu Dhabi, foi completamente diferente.Em 2013, Massa voltou a ser rápido, embora tenha sido um tanto inconstante ao mesmo tempo. Em 2014, mostrou-se bastante rápido desde os testes de pré-temporada, faltando apenas conseguir completar as provas livre de problemas que fugissem ao seu controle.

A lista de contratempos enfrentada na primeira metade do campeonato foi grande:
GP da Austrália: 
Tirado na largada por um Kamui Kobayashi sem freios
GP do Bahrein: Lutou pelo pódio, mas teve a estratégia de três paradas prejudicadas por uma intervenção do carro de segurança e foi sétimo
GP da China: Estava em sexto até o primeiro pit-stop, em que a Williams tentou montar as rodas do lado errado e demorou mais de um minuto
GP de Mônaco: No circuito mais apertado da temporada, foi acertado por Marcus Ericsson no fim do Q1 e teve de largar em 16º. Chegou em sétimo
GP do Canadá: Foi acertado por Sergio Pérez na última volta em disputa pela quarta posição
GP da Inglaterra: Viu-se sem ter para onde ir diante do carro de Kimi Räikkönen e abandonou após mais um acidente
GP da Alemanha: Envolveu-se em um acidente de corrida na largada com Kevin Magnussen

Essa imagem resume bem a primeira metade da temporada de Massa (Foto: AP)
Analisando o potencial de performance que a Williams tinha nessas corridas, levando em conta o desempenho que vinha sendo apresentado por Massa e o que Valtteri Bottas deu conta de fazer com o modelo idêntico, a conta que se faz é que toda essa sequência custou pelo menos 70 pontos ao brasileiro. Tal quantia já bastaria para que ele fechasse o campeonato confortavelmente na quarta colocação, à frente do companheiro de equipe.

Para piorar a impressão de que o ano era ruim, nas três corridas mais “normais”, suas apresentações não foram vistosas. Na Malásia, foi sétimo recebendo um pedido — que não acatou — para deixar Bottas passá-lo; na Espanha, passou muito tempo perseguindo outros carros e por causa disso sofreu com um desgaste de pneus fora do normal, fechando fora dos pontos, mas aprendendo a lição; na Áustria, largou na pole e terminou em quarto, perdendo o pódio para Bottas.

E o que mudou no segundo semestre? Basicamente, Massa conseguiu chegar ao final das corridas. A pilotagem já estava boa antes. Foram 104 pontos, feitos em sete de nove provas. Os dois resultados nulos desta segunda parte da disputa foram na Bélgica e na Rússia, e também catalisados por fatores alheios à sua pilotagem.

Em Spa, perdia dois segundos por volta para os adversários por causa de um pedaço de pneu de Lewis Hamilton que ficara preso no assoalho de seu carro. A Williams demorou dois pit-stops para perceber, e então a corrida estava jogada fora. Em Sochi, um problema no motor na classificação o deixou no fim do grid. Ele tentou arriscar uma estratégia diferente e até ia acompanhando o ritmo de Nico Rosberg, mas perdeu o pique na metade da prova e estagnou na 11ª posição. Em Monza, em Cingapura, no Brasil e em Abu Dhabi, foi muito bem.

Velocidade não faltou para Massa em 2014. O que continua faltando é fazer uma temporada inteira em alto nível, algo que não acontece desde 2008, e essa deve ser a missão para 2008.
Massa exibe troféu para fãs brasileiros após ser terceiro no GP do Brasil (Foto: AP)